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VALORES COOPERATIVISTAS |
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As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Na tradição dos seus
fundadores, os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da
honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu
semelhante.
A Solidariedade é a base da cooperação. Empreendimento em comum exige pessoas solidárias, indivíduos independentes, dispostos a estabelecer vínculos entre si, baseados no apoio mútuo, no sentido recíproco de união e de responsabilidades conjuntas.
A palavra solidariedade deriva de sólido. Na cooperativa, onde existir solidariedade existirá solidez; ela não será vazia, mas consistente, baseada na aliança entre os sócios para atuar com eficiência e eficácia para resolver seus problemas internos e vencer as pressões externas.
A Liberdade preconizada no cooperativismo não se restringe ao direito de ingresso ou saída da cooperativa. O essencial é o direito de analisar os valores e os princípios e potencialidades do movimento para que os interessados possam transformar de sua liberdade que é absoluta, fora da cooperativa, em liberdade voluntariamente relativa dentro dela, limitada, como diz Münkner, "por regras auto-impostas que visem bem comum".
A Democracia cooperativista não tem o sentido apenas de forma de governo. Ela tem o significado da participação em todas reuniões, do direito de opinião, da oportunidade do exercício das funções diretivas, do respeito ao direito das pessoas ainda que divergentes, do voto sem que para isso se leve em conta os investimentos e a adoção pelo quadro social de regras dentro dos preceitos estatutários e legais.
Democracia pressupõe a manifestação de vontade coletiva. A cooperativa pode ser classificada como entidade democrática porque a vontade nela manifesta é das pessoas, ao contrário das empresas que não se enquadram como democrática porque nelas o que se traduz é a vontade do capital.
Entendemos assim que o conceito de democracia cooperativista é mais abrangente do que se considerar o cooperativismo democrático apenas pela prática do voto singular.
A democracia cooperativista necessita adotar processos de decisão específicos e adequados à vertente político-social e outros específicos e adequados à vertente negocial da entidade, garantindo o equilíbrio entre a função social e a econômica da cooperativa.
O ideal de democrático do cooperativismo, mais importante que o simples direito de voto é que nele não existam grupos, facções, correntes, nem vencidos e vencedores. Nesse ideal está a disposição de que todas as decisões para escolha dos melhores caminhos para a cooperativa cumprir sua missão resultem do convencimento e do consenso entre os participantes.
A Justiça Social no cooperativismo se faz promovendo as pessoas. A promoção econômica dos associados não é o único objetivo cooperativista. Junto com ela, entre outros benefícios, está a promoção pela educação, cultura, qualidade de vida, oportunidades de trabalho e de realização pessoal.
A Eqüidade tem sentido especial no cooperativismo quando examinada por três vertentes: a associativa, a econômica e a social.
A vertente associativa estabelece deveres e direitos gerais e iguais para todos os sócios especificados no estatuto, nas decisões das assembléias ou estabelecidos pela administração.
A vertente econômica preconiza a participação do associado nos negócios cooperativos e na sustentação da entidade. Chega-se então à distribuição dos resultados econômicos proporcional à participação do associado nos negócios da cooperativa determinando que a eqüidade, sob o ponto de vista econômico possa ser preceituada como "a cada um, segundo sua participação nos negócios cooperativos".
A vertente social obriga a cooperativa (dentro de sua capacidade), a assistir os associados de forma equânime, sem qualquer tipo de discriminação, definindo a eqüidade como "a cada um segundo suas necessidades de assistência".
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